Curtam a música.

Publicado em March 28, 2007
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Kerry King - Slayer Ontem estava acompanhando uma discussão no Whiplash a respeito da nova formação do Iced Earth e da decisão de Jon Schaffer de fazer uma continuação de Something Wicked This Way Comes. É interessante como as pessoas se levam demais a sério. Reclamações intermináveis sobre como Tim ‘Ripper’ Owens é ruim, e como Mathew Barlow era maravilhoso e o Iced uma puta banda antes da saída dele.

Dentre os argumentos, a pérola: Ripper não tem drive na voz. Uau, grande coisa. Será que não é possível uma pessoa simplesmente curtir o que está ouvindo? Fica aquela torcida, tão patética quanto uma de futebol, com cada um exaltando as qualidades de seu artista preferido.

Ripper e Mathew Barlow, Paul Bostaph e Dave Lombardo, James Murphy e Alex Skolnick, Blaze Bailey e Bruce Dickinson. São só alguns exemplos de artistas competentes, todos eles (alguns um pouco mais que os outros, lógico), e que em algum momento sofreram comparações em suas carreiras. Uns mais ténicos, outros embasados no ‘feeling’. E todos ótimos. Eu curto tudo o que todos eles fizeram em diversos projetos musicais.

Pode-se até dizer que os sucessores não tenham produzido material de tanta qualidade quanto os membros originais, mas e daí? Uma banda e seu som são o resultado da colaboração de várias pessoas, com personalidades e históricos de vida diferentes, e isso fatalmente vai resultar em canções com sentimentos diversos.

Mas é necessário lembrar que todos eles, todos mesmo, gravaram alguma coisa que não foi exatamente o ápice de suas carreiras. Material que, apesar de não ser descartável, está aquém do que poderiam ter produzido. Lembrem-se disso. Curtam a música, e só. É a melhor coisa a fazer.

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