De cor e salteado
Publicado em August 14, 2007
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Houve um tempo em que eu ouvia Heavy Metal como se fosse o último dia da minha vida. Hoje em dia não mais, porque eu estou cada vez mais próximo dele. Mas lembro que a fissura era tanta que eu era capaz de tocar alguns álbuns inteiros na minha cabeça, como se eu tivesse um iPod lá dentro. Já imaginou tocar todos os riffs, ter na cabeça todas as entradas de vocais, tocar de cabo a rabo os solos? Pois é, eu cheguei a fazer isso com esses CDs que estão aí embaixo.
Lógico que hoje em dia eu não lembro nem de abaixar a tampa da privada, mas lembrar é viver, não é?
Memento Mori - Rhymes of Lunacy
Esse foi o primeiro trabalho do Memento Mori. Na época eu os conhecia como a banda do Snowy Shaw. Mal sabia que era muito mais que isso. Pra começar, os caras tinham Messiah Marcolin, a voz do Candlemass (segundo alguns), nos vocais. E depois, a banda foi formada mesmo por Mike Wead, que posteriormente foi dar uma ajudinha pro Hank Shermann no Mercyful Fate. O som da banda é um Power Metal com melodias pomposas, soturnas, bem diferente do que os fãs de Messiah Marcolin esperavam. Hoje em dia é muito cultuada, mas infelizmente bateu as botas, móórreu. Talvez fosse uma premonição a escolha desse nome. Eu destaco desse álbum a fantástica The Monolith, mas só pra constar. O disco é clássico atrás de clássico.
Malevolent Creation - The Ten Commandments
Apesar de o meu disco preferido do Malevolent ser o Retribution, como muita gente também acha, eu acompanhei a carreira da banda desde o começo. E The Ten Commandments tocou muito em uma fita chumbrega que eu tinha sempre no porta-luvas do carro do meu avô. Como eu tinha que levar minha avó pra cima e pra baixo de carro (êta véia forte) vocês podem imaginar que o cabeçote do toca-fitas ficou liso. Ah, hoje em dia eu tenho o CD, sou um cara moderno.
Morbid Angel - Blessed Are the Sick
Segundo álbum do Morbid Angel. Também ouvi pela primeira vez em fita cassete. O quê dizer dele? Tem Thy Kingdom Come, tem Fall From Grace, tem Rebel Lands, e por aí vai. O Morbid não era tão rápido nessa época, apesar de eu gostar dos trabalhos atuais deles, inclusive preferir o Steve Tucker, essa época era meio mágica, sei lá (que biba!). Acho que eles, comparados com o Death, fariam um belo paralelo com a rixa Metallica/Slayer.
Metallica - Master of Puppets
Essa era a briga em casa. Quem é melhor, Metallica ou Slayer? Meus irmãos achavam o Metallica, eu sou da praia do Slaaaaaaayerrrr!!! Mas tenho que reconhecer que Master of Puppets é uma obra-prima. Como eu já comentei, é um trabalho que reúne à perfeição a agressividade e a melodia, como ninguém jamais fez. Ainda assim, eu tenho meia dúzia de neurônios meio nervosos na cabeça, e eles me obrigam a pôr em primeiro lugar…
Slayer - Reign in Blood
Fala sério, é meu álbum preferido, da minha banda preferida, tinha como ser diferente? E ainda ajuda o fato de ele ser meio “ejaculação precoce”. Tem apenas 28 minutos. Esse CD é uma lição pra muita banda que acha que tem que rechear um trabalho de vinhetas, micro-instrumentais e outras firulas pra fazer um disco bom. Bordoada do começo ao fim. Minha preferida é Altar of Sacrifice, mas quem nunca imitou o Dave Lombardo fazendo o início de Raining Blood?
Comentários
5 Responses to “De cor e salteado”
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Concordamos em cheio no Master of Puppets, já o meu Morbid Angel preferido é o Altars of Madness. Sempre foi.
O velho Morbão é do capeta! Arghhh!
Blessed Are The Sick e Altar of Madness, duas tijoladas infames!
Parabéns pelo blog, estou sempre por aqui graças ao Bender!
Adorei este “mini ensaio”. Lembro muito de ter ouvido e “ipodizado” à exaustão rust in peace, master of puppets, symbolic( cara, ouvi MUITO este cd), além dos Iron Maiden(maravilhoso!!!)e, mais atualmente, destacaria Solitude Aeturnus - downfall, Nevermore-discografia!!!!!!
Massa reviver estas coisas, e boa escolha de álbuns Bento… ainda que , na época eu não gostasse tanto do Memento, que hoje eu adoro!!!!
Adendo:
MASTER OF PUPPETS é O MELHOR áLBUM THRASH QUE Já EXISTIU!!!!!
hehehehe
Cara, eu já fiz muito disso… andava o dia inteiro cantando as músicas na cabeça… o Appetite for Destruction até arranhou de tanto eu “pensar” ele…