O Heavy Metal morreu, de morte matada

Publicado em June 30, 2007
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O profeta De tempos em tempos aparece um beato Salu qualquer profetizando o fim do Heavy Metal. O estilo móóórreu. Isso é irritante, mas a gente releva porque sabe que está longe de ser verdade. O que é chato é ler resenhas que, sem maiores argumentos pra elogiar uma banda, jogam todo o estilo em uma vala fedorenta e pinçam de lá a dita cuja como se fosse a salvação da lavoura.

Durante esse pequeno período sabático, eu comprei uma revista especializada em bateria. O conteúdo é excelente, grande produção nacional, mas fiquei bastante decepcionado com duas resenhas publicadas, uma em seguida da outra, na edição.

A primeira, do álbum The Crusade, do Trivium, e a outra do DVD Live Apocalypse, do Arch Enemy. O DVD eu ainda não consegui assistir, mas arranjei o CD do Trivium, e ele é quase tudo aquilo que o resenhista falou. Não é um clássico, tem a duração muito longa pra isso, mas é um puta disco de Thrash Metal. A questão é que, ao contrário do que o cara afirma, não é o melhor lançado há zilhões de anos. Eu sei de alguns álbuns tão bons quanto esse que foram lançados recentemente. Os dois últimos do Exodus, os últimos do Destruction, os últimos do Kreator, tudo o que o The Haunted lançou, e, pra falar de algumas bandas mais novas, o Lamb of God e o Devildriver (não são puro Thrash, mas tá valendo). Viu como foi fácil lembrar? E nem levantei pra procurar nos meus CDs alguns outros exemplos.

O que me espanta é a facilidade com que as pessoas detonam qualquer coisa relacionada com Heavy Metal. Não se vê a mesma virulência em críticas de outros estilos musicais (pelo menos não na mídia não especializada). A banda pode ser até criticada, mas sempre em função de seus próprios deméritos. Quando a banda toca Metal, ela é exaltada como um achado num mar de mediocridade.

Porém, que outro estilo musical está isento de representantes menos talentosos? Pra cada João Bosco, Maria Bethânia, Elton John, David Bowie, Johnny Winter, em qualquer outra forma de música, temos um batalhão de artistas pouco talentosos. E nem por isso os respectivos estilos são massacrados. Jazz, Blues, Pop, Funk, Rap, qualquer desses gêneros tem seus clichês, mas parece que possuem uma aura de santidade. São intocáveis. Pelo menos pra mídia não especializada.

PS: Cansei de procurar uma imagem legal pro texto. Como o Google tinha um monte de figuras da novela…

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Comentários

5 Responses to “O Heavy Metal morreu, de morte matada”

  1. gordohorta on July 1st, 2007 7:42 am

    Não acho que seja motivos de preocupação estes tipos de comentários, pois se qualquer resenha de álbum deve sair das mãos (ou cabeça, melhor dizendo) de alguém que é “caduco” no assunto. A errônea idéia de que The Crusade foi o melhor álbum dos últimos tempos é tão imbecil quanto a idéia de um fã de heavy metal resenhar um álbum de pagode. E tem mais, parem com esta mania de citar o Trivium e este disco como uma revelação. Já ouvi,e acho o seguinte. Primeiro, os caras são meros chupadores. E olha que isto não me incomoda, pois um dos caras mais expressivos do heavy metal é um puta chupador de riff e melodia, e mesmo assim eu curto pra caramba as músicas que ele faz. Alguém aí ouviu uma voz do além sussurrar “Kai Hanseeeennnnnn”? Quando uma cópia é bem feita,por que não admirá-la? E segundo, The Crusade não tem nada de especial. Chato, enjoativo e sem personalidade, mostra que eles não sabem se fazem um som a la Metallica ou a la System of a Down, duas bandas que em termos de criatividade deixam este álbum e esta banda em vias de um psicanalista.

    ps- Alexandre, respeito sua colocação quanto a foto do loirinho pasta d?agua ali, mas se tinha fotos de atores de novela, você não poderia ter escolhido a de uma atriz bem gostosa?

  2. Ricardo on July 1st, 2007 10:27 pm

    Se o heavy metal móóóóórreu (quem é o cantor? rs) eu sou um necrólatra. (confesso, fui buscar essa palavra no Aurélio).
    Mas se entendi bem essa revista falou mal do dvd do Arch Enemy ???????
    Eu não sou um grande conhecedor da banda, mas nem precisaria. Esse dvd é um arregaço. Qualidade musical, de imagem e som de primeira. Até a edição das imagens ficaram muito boas, acima da média dos dvds que tenho visto.
    Além dos vocais e outros dotes da Angela Gossow, q acho q todos conhecem.
    Quanto aos comentários do gordohorta concordo totalmente. Nessa mesma novela tinha uma atriz bem gostosa q fazia papel de vadia q eu não me lembro o nome…

  3. Ricardo on July 1st, 2007 10:32 pm

    viajei na gramática…hehehe
    a edição das imagens ficaram muito boas foi de foder…
    eu pensei em dizer as imagens, aí mudei pra edição das imagens e esqueci do resto.

  4. Alexandre on July 2nd, 2007 11:59 am

    ô Godjo, eu tava procurando uma foto de um profeta, e o que mais saiu foi essa foto aí, então desisti. Mas concordo com o seu ponto de vista.

    Ah, a resenha não fala mal do Arch Enemy não. Muito pelo contrário, é o mesmo ponto de vista da do Trivium, como se eles fossem a última colherada do pote.

  5. Trivium - To the Rats on July 25th, 2007 9:25 am

    […] algum tempo atrás eu escrevi um texto sobre umas resenhas que vi em uma revista de bateria. As resenhas eram sobre o Arch Enemy e o Trivium. Pois bem, quanto ao Trivium, os caras […]

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